resposta da pergunta (SAL VERDE)
Terça-feira Agosto 19th 2008, 14:27
Arquivado em: Plantas Medicinais

AQUI ESTÃO ALGUMAS INFORMAÇÕES SOBRE ESSA PLANTA:

A respeito da Salicornia: ela é uma planta que, alem de ser usada na alimentação humana (na Europa é conhecida como “aspargo marinho”) e de animais, pode ser usada como fitorremediadora de efluentes da carcinicultura. Isso significa que ela utiliza poluentes das águas oriundas dos viveiros de camarão para crescer, diminuindo, assim, as impurezas presentes e que poluiriam o meio ambiente.



Fibras naturais para o intestino
Sábado Agosto 16th 2008, 04:08
Arquivado em: Plantas Medicinais

Já existem no mercado nacional quase 400 medicamentos fitoterápicos. O que mais chama a atenção é que dos 20 mais vendidos, oito são para prisão de ventre. É por isso que os reguladores intestinais são outra grande aposta dos cientistas.

Testes feitos em laboratório mostram que as sementes da Plantago catharinea, uma espécie encontrada na região litorânea de Santa Catarina, funcionam muito bem. É a popular tanchagem, uma fibra chamada de solúvel e que ajuda o intestino a trabalhar de um jeito bem natural.

"Seis horas depois, houve uma expansão da fibra solúvel em até sete vezes. Essa expansão ocorre por causa da hidratação da fibra solúvel na água. E esse é o efeito que desejamos no intestino para criar um bolo fecal ampliado, facilitando a expulsão das fezes do organismo humano", explica Amaury Jr., engenheiro agrônomo da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

Fibras solúveis não irritam o intestino como os laxantes, mas são, quase sempre, importadas – e caras. A opção catarinense, mais eficiente, sairia muito mais em conta por ser brasileira. Mas a espécie ainda precisa ser domesticada.

globo reporter15/08/08

pesquisa:andré Correia

EDIÇÃO:andré Correia



Farinha de tupinambor
Sábado Agosto 16th 2008, 04:07
Arquivado em: Plantas Medicinais

Domesticar uma planta pode ser mais difícil que domar um animal. O desafio é fazer com que uma espécie acostumada a seu ambiente natural possa crescer e se desenvolver em outro lugar, muitas vezes com solo e clima completamente diferentes, o que torna tudo ainda mais difícil. Pode levar anos e nem sempre dá certo. Parte desse delicado trabalho acontece dentro do viveiro de mudas, um grande berçário verde.

Nas mãos do técnico auxiliar de pesquisa Giovani Porto, uma outra grande promessa: o tupinambor. A planta é um rizoma, um caule subterrâneo, e já está bem adaptada em Santa Catarina.

Por enquanto, o tupinambor está sendo cultivado em um sítio em Canelinha, a 70 quilômetros de Florianópolis. A plantação ainda é pequena, mas pode se espalhar por outras regiões do país.

"A cenoura gosta de terra fresca e frouxa para crescer. Com o tupinambor é a mesma coisa", diz o agricultor Wilmar da Silva.

Fácil também é transformar o tupinambor em farinha. Basta secar e triturar. E é assim que os pesquisadores estão testando os poderes desse rizoma. Ele é considerado um alimento terapêutico porque é rico em inulina, um tipo de açúcar que não é digerido no estômago.

"O mecanismo de ação do tupinambor é via intestino. Assim, ele consegue controlar problemas de diabetes, colesterol, obesidade e, principalmente, a constipação intestinal", explica Amaury Jr., engenheiro agrônomo da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

Tanta riqueza estimulou a criatividade dos pesquisadores. Que tal usar a farinha e inventar pães e biscoitos com o poder de curar e evitar doenças? É o que eles batizaram de panicêutica.

"Por estar desidratado, não precisamos usar muita quantidade de tupinambor", diz Tânia Mendes Nunes, técnica da Epagri.

Não foi fácil. Alguns pães ficaram simplesmente horríveis, pesados demais. Mas as cientistas da cozinha acabaram descobrindo a quantidade certa de farinha de tupinambor que pode ser adicionada aos outros ingredientes.

"O pão fica super macio. Dá para manter as propriedades medicinais do tupinambor com uma quantidade pequena de farinha porque ele é muito eficiente. Em forma de farinha, ele desidratou e concentrou ainda mais suas propriedades medicinais", explica Tânia Mendes Nunes.

O resultado é aprovado por todos. O pão fica com o cheiro da farinha de tupinambor. Todos que provaram gostaram do sabor.

O padeiro Rubens Moreira acredita que a receita faria sucesso na padaria.

"Ele sacia. Um pedacinho de pão satisfaz, não é preciso comer muito", diz a dona de casa Doraci Aguiar.

O tupinambor não é brasileiro. Veio do Canadá. A primeira muda desta e de muitas outras plantas chegaram a Santa Catarina pelas mãos de uma freirinha que deixou saudades. Irmã Eva Michalak morreu no ano passado, aos 94 anos. Seu profundo conhecimento foi a inspiração dos pesquisadores de Santa Catarina.

A produtora de plantas medicinais Cecília Cipriano Osaida, a Ciça, aprendeu muito com ela. Criou um santuário com mil espécies medicinais e hoje também passa adiante o seu conhecimento. A primeira lição: na terra, só adubo natural.

"Planta medicinal não combina com agrotóxico, de forma nenhuma! Quando você fala que é medicinal, está oferecendo saúde. Como você vai trabalhar com saúde colocando veneno? Não existe isso. Tem que ser 100% orgânico", ressalta Ciça.

Amaury Jr. e Ciça são fiéis aos princípios da freirinha que começou todo esse trabalho.

"Depois dos 30 anos, cuidado: muita doçura e muita gordura leva ligeiramente o homem para a sepultura", dizia Irmã Eva.

Doçura, gordura, sepultura. Rima para ninguém esquecer. Quantas lições podemos tirar do conhecimento popular

globo reporter 15/08/08

pesquisa:ANDRÉ CORREIA

edição:ANDRÉ CORREIA



Folha que vira sal
Sábado Agosto 16th 2008, 04:07
Arquivado em: Plantas Medicinais
Uma terra de contrastes, com ilhas, mar, águas quentes e até neve. Assim é Santa Catarina. Mas a equipe do Globo Repórter seguiu a rota de uma outra riqueza, um tesouro guardado em Itajaí, a 90 quilômetros de Florianópolis. Nossos repórteres entraram no que os pesquisadores chamam de Banco de Germoplasma. O nome parece complicado. Só parece, porque o banco é mesmo uma enorme horta de plantas medicinais, uma farmácia viva.

Na área de 5 mil metros quadrados, a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) mantém mais de mil espécies de plantas.

Na verdade, nós temos um arsenal de plantas que poderão tratar pelo menos umas 200 doenças que o ser humano já conhece, justamente porque o número de espécies é grande e cada espécie tem várias atividades diferentes", diz Amaury Jr., engenheiro agrônomo da Epagri.

E nesse arsenal tem novidades para os hipertensos, portadores de doenças cardíacas e renais. Está saindo do forno a pesquisa que pode revolucionar os hábitos alimentares e a saúde do brasileiro. Galhinhos secos, depois de triturados, se transformam em um pó. São de uma planta que pode substituir o sal de cozinha.

Amaury Jr. Diz que o pó pode ser usado como sal na comida. "A planta tem um sabor salgado suave, que não causa problemas, com todas as vantagens de um sal light. É salgado na dose adequada, para não causar nenhum problema à saúde do ser humano e com todas as vantagens que o sal poderia ter em termos de micronutrientes e outros componentes", explica o pesquisador.

Vantagens do sal verde que os pesquisadores já têm confirmação científica.

"As principais atividades da planta são ação antioxidante, imunoestimulante, protetora de tumores, diurética e repositora eletrolítica. Seria totalmente benéfico substituir esse produto pelo sal porque a pessoa ganha em saúde. Ela não vai ter tanto problema de hipertensão arterial. Ao mesmo tempo, a planta evita o envelhecimento precoce das células. O sal comum leva as pessoas a terem um envelhecimento mais precoce de células", ressalta Amaury Jr.

Esse novo sal nasce, literalmente, da terra. Uma planta rara encontrada por acaso, perto de área de mangue em Santa Catarina. Uma das responsáveis pela descoberta é a produtora de ervas Cecília Cipriano Osaida, a Ciça, que observa a natureza sempre com muita curiosidade.

"Nós levamos essa planta para ver do que se tratava e descobrimos que era a erva de sal, a salicornia", conta Ciça.

Foi uma surpresa. O incrível é que a erva é da família da beterraba e absorve o sal do mar, que está logo ali.

"Essa planta é famosa na Europa. Nós não fazíamos nem idéia de que tínhamos essa planta no nosso litoral", diz Ciça.

O grande desafio agora é saber como ela pode ser produzida em quantidade para chegar à mesa do consumidor. Uma prova das infinitas possibilidades das plantas brasileiras.

GLOBO REPORTER 25/08/08

PESQUISA:ANDRÉ CORREIA

EDIÇÃO:ANDRÉ CORREIA



ANCHIETA TAMBEM É PLANTA MEDICINAL!!
Sexta-feira Agosto 08th 2008, 00:46
Arquivado em: Plantas Medicinais

OLHANDO PELA INTERNET VI ESSE TEXTO E GOSTARIA DE MOSTRA-LO AQUI:

Eczofloraâé um medicamento fitoterápico registrado em 1918. Sua formulação foi desenvolvida pelo Dr. J. Monteiro da Silva associando duas plantas medicinais, o Cipó-Suma (Anchieta salutaris) e o Velame do Campo (Croton campestris), sendo a primeira uma planta medicinal extremamente popular em todo Brasil, de onde é originado, sendo utilizado amplamente na medicina caseira no tratamento de inúmeras moléstias. Encontrado com facilidade em capoeiras, seu caule é esbranquiçado, de consistência semelhante à cortiça, e sua raiz tem sabor desagradável. Existem duas variedades de cipó-suma, a suma branca e a roxa, ambas utilizadas na medicina como depurativo do sangue. Já o Velame do Campo (Croton campestris) é um arbusto conhecido no Norte do país e em outras regiões, de origem brasileira; cujas folhas são ovaladas, as flores são alvas e aromáticas, o fruto é uma pequena cápsula, a planta toda apresenta-se coberta pelos amarelados.
Eczofloraâ tem sido comercializado há mais de 70 anos pelo Laboratório J. Monteiro da Silva, o que consagra o seu uso. Entretanto, o aparecimento de alguma reação adversa deve ser imediatamente notificada ao seu médico.                    grUPO PLANTAS MEDICINAIS(ANDRÉ CORREIA)



Padrinho Plantas Medicinais
Quinta-feira Agosto 07th 2008, 15:01
Arquivado em: Plantas Medicinais

MOACIR TADEU BIONDO,49 paulista de Presidente Prudente,é pesquisador autodidata e se especializou no estudo das plantas medicinais da Amazônia onde mora há 29 anos.

possui o curso técnico em agricultura e também o de Desgin em Permacultura, sendo pioneiro nesta atividade na Amazônia, onde foi co-fundador do Instituto de Permacultura da Amazônia(IPA), sendo hoje Presidente do Conselho Executivo do mesmo.

É funcionário da Universidade Federal do Amazonas e tem a função de Instrutor Técnico de Plantas Medicinais na Faculdade de Ciências da Saúde junto aos alunos de medicina.

Atualmente, apresenta programa de TV "Ervas e Plantas Medicinais" no canal Amazonsat, canal temático da Amazônia, também transmitido a cabo no restante do país.

Desde 1985, quando exerceu a função de gerência regional em órgão publico Federal, organizou associações de produtores/extrativistas no interior do Amazonas, com o objetivo de capacitá-los a produzir e coletar, com técnicas preservacionistas, plantas de interesse medicinal.

Experiência em bioprospecção - Probem/Bioamazônia em 2002 – participou da equipe de formação de “Rede de Inventário, Coleta e Cultivo” de produtos da biodiversidade amazônica.

Atua também como consultor na área de plantas medicinais e aromáticas, atendendo ONGs, órgãos governamentais e privados.

No ano de 2003, recebeu Comenda Por Mérito da Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas, como pesquisador autodidata.

Conferências internacionais proferidas:
2004 – Real Jardim Botânico de Madrid;
2005 –Jardim Botânico de Valência e Universidade de Valência. Tema: Plantas Medicinais da Amazônia.

Participações/Palestras Nacionais:
II Semana de Fitoterapia em Campinas (2004) e Simpósio Brasileiro de Plantas Medicinais em Manaus (2004), Unimed – Fortaleza-CE (2007).